Há uns dias fiz uma sondagem no Instagram e pediram-me que falasse mais sobre transtorno de personalidade
Borderline. É então o que vim fazer.
Já sabem que para informações mesmo discritivas têm este site aqui que é muito bom, mas eu vou contar a minha experiência neste post, porque penso ser mais importante.
E vou fazê-lo porque quando fui diagnosticada,
a minha psicóloga falou-me que a mesma doença afeta cada pessoa de formas
diferentes. Enquanto eu quero ser ajudada, para não me magoar nem a mim, nem aos
outros, há imensas pessoas com a mesma doença que eu que não querem e que se
sentem bem em fazer mal a si próprios e aos outros.
Ora bem, comigo tem sido horrível.
Provavelmente não sou dos piores casos, é verdade. Mas também não desejo a
ninguém o que sinto a cada segundo do meu dia.
Nós" borderliners " somos manipuladores e maus sem o querer ser. Magoamos pessoas é magoamo-nos a nós próprios, não tendo qualquer não noção disso, pelo menos em alguns casos, que é o meu,que só consigo ter noção depois da porcaria já estar feita.
Nós" borderliners " somos manipuladores e maus sem o querer ser. Magoamos pessoas é magoamo-nos a nós próprios, não tendo qualquer não noção disso, pelo menos em alguns casos, que é o meu,que só consigo ter noção depois da porcaria já estar feita.
Para quem não me conhece, fui
diagnosticada com depressão e pânico há 1 ano. Depois de 1 ano inteiro a lutar
contra a ansiedade que sentia comecei a sentir melhorias. Os ataques de pânico aconteciam
raramente, sentia-me uma pessoa melhor e estive quase quase a ter alta da psicóloga
até que um episódio familiar teve em mim uma pessoa que eu não conhecia,
sentimentos COMPLETAMENTE diferentes dos que sentia numa depressão. Assim
sendo, comecei a falar com drª e começámos a perceber que a depressão já tinha
passado e que agora o meu problema era muito muito maior. Uma doença para a
vida.
Fui diagnosticada apenas há umas semanas,
mas os sintomas já lá estavam todos, eu é que não os queria ver,
·
Aquela
sensação de vazio eterna no meu peito;
·
A
minha obsessão com as notas para não desiludir os meus avós; o agir como os
outros querem por pensar que isso me fará melhor aos seus olhos – ou seja, eu sou
diferente para cada pessoa, sempre com medo de perder esse alguém eu faço o que
acho que devo fazer para não a perder;
·
O
amar intenso (eles são tão boas pessoas, fazem isto e aquilo, etc) e no segundo
a seguir, porque alguém me disse algo com um tom que pode até nem ter mal
nenhum, se eu achar que tem, fico logo mal disposta e triste e passo quase a
odiar a pessoa (“oh afinal eles são maus
para mim, são más pessoas)- E SEM QUALQUER DÚVIDA QUE ESTE É O QUE ME FAZ
SENTIR PIOR, PORQUE ME SINTO MAL AGRADECIDA E QUE ME LEVA A FAZER O PRÓXIMO;
·
Automutilação,
tentativas de suicídio, tentativas de diminuição do peso para chamar à atenção,
imaginar doenças para chamar a atenção;
·
Dificuldade
em controlar a raiva ao ponto de ter que sair da sala onde estou quando isso me
acontece para não ferir ninguém, ou porque me apetece bater ou porque me
apetece partir algo (o que já aconteceu);
·
Não
ter noção das coisas que faço, não saber quem sou, não me reconhecer, nem saber
porque estou a fazê-lo.
É simplesmente desesperante querer
ajuda e não haver uma única alma que te possa ajudar. Porque não há. Temos de
ser nós. Mas eu depois penso, EU QUERO AJUDA e não estou a recebê-la
devidamente. Preciso que o sistema seja mais rápido, preciso de médicos
melhores, de pessoas melhores. Que cuidem, que amem, que estejam lá.
O meu caso está neste momento em
lista de espera como urgente nos HUC para receber uma consulta de psiquiatria e
estou a ser seguida por uma psicóloga no centro de saúde, mas não é suficiente.
Parece que nunca é. Parece que este inferno não passa nunca.
Já fui 2 vezes parar ao hospital,
uma vez de livre vontade, às urgências dos HUC, onde
avisei o médico que estava sozinha, me sentia com vontade de morrer e a
conduzir sozinha e ele deu-me um Valium de 10 mg e mandou-me para casa,
desvalorizou-me e mandou-me embora como se eu fosse nada, o que vos digo piorou
e muito o meu estado e uma segunda por tentativa de suicídio, onde fui MUITO
BEM atendida e a médica que me atendeu foi espetacular e ajudou-me e modificou-me
a medicação. Ainda não é o resultado que queria mas ando mais calma pelo menos.
Tenho muita vergonha disto. TENHO. É verdade,
quase ninguém sabe. Mas estou a tornar isto publico neste momento porque acho
que falamos muito pouco sobre casos de doenças psiquiátricas e devíamos falar
mais, dar-lhes mais atenção!!
Quando falo no para suicídio que tive, faço o para que saibam que pessoas como eu não controlam as suas emoções, os seus atos e podem por vezes fazer coisas más, a eles e aos outros!
Quando falo no para suicídio que tive, faço o para que saibam que pessoas como eu não controlam as suas emoções, os seus atos e podem por vezes fazer coisas más, a eles e aos outros!
E já agora mais uma vez obrigada às
pessoas que estão sempre sempre do meu lado, se não sabem e não vos contei é
por vergonha. Só isso. E vocês sabem bem quem são.
Espero que tenha sido esclarecedor!
Qualquer coisa já sabem que podem sempre enviar mensagem 😊
Olá meninas e meninos!
A minha ausência tem sido bem grande, mas como sabem se seguem o fb do blog, eu criei também outro blog onde falo de um assunto muito delicado para mim e que me tem lixado a vida (Mas vai ser um dos factos por isso não se preocupem :p), além disso têm sempre o meu Instagram.
Dito isto, vou partilhar o look que usei ontem para passear com a minha bestie e enquanto isso vou tentar partilhar os detalhes e tudo mais.
GO GO GO



