segunda-feira, janeiro 12

One thing

Entre conversas e desconversas, dizia eu a uma das pessoas das quais mais me aproximei nos últimos tempos (a qual vejo assim como uma espécie de irmã mais velha), que frente a frente com uma grande oportunidade tão enorme como a que ela me contou, eu faria o que ela fez: recusar. Depois disto, dei por mim a pensar que era uma grandessíssima estúpida em pensar isso. Afinal de contas ando eu a choramingar por oportunidades que não aparecem, triste por não poder alcançar o que os outros alcançam devido a vários problemas que não são do meu controlo e então recusava.
Isto, porque apesar de tudo o que me afasta, há UMA coisa que me prende de tal maneira, que a minha boca já resolve o problema por si própria, sem lhe interessar a minha opinião. Sem que dê conta, perante o confronto, os meus lábios rapidamente dizem "não". E depois, eu entendo.
Chama-se amor, chama-se cumplicidade, chama-se força de vontade de lutar por um futuro incerto mas tão certo ao mesmo tempo. Só pode ser. Não vejo mais nada. O resto não me prende. Não há amigos extremos que me custe deixar. Não há um lar. Não há assim um futuro brilhante. Não há uma família estável.
Há UMA pessoa, uma coisa, e há talvez toda a realidade e seus simultâneos sonhos que a envolvem que me fazem querer ficar e lutar, mesmo que a vida no seu todo seja má.
AHHH, talvez então aqui já tenha criado uma nova vida e essa sim, me prenda: uma família, um futuro mais que brilhante, amigos para a vida e a tal pessoa que só por ela, já me faz querer desistir de tudo o que poderia não a incluir. Desisto de todos os meus sonhos, se isso significar dar lugar a outros bem maiores. Ohhh e que sonhos esses!! Se faço bem, não sei, por enquanto só quero aproveitar tudo intensamente, tal como deve ser.
 Com isto vos deixo...










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